3 Dicas de como usar dados para prevenir ações judicias em empresas

Já ouviu aquele velho ditado “é melhor prevenir do que remediar”? Neste caso estamos falando de “é melhor prevenir do que provisionar errado”.

Gerenciar contencioso ocupa grande parte da rotina dos departamentos jurídicos nas empresas, a demanda é focada em gerenciar processos judiciais para diminuir o ajuizamento, sejam eles grandes processos ou processos em massa, ou seja, o jurídico acaba virando um apagador de incêndios.

Mas, há quem diga que este departamento tem sido subestimado, entretanto, podem dar excelentes resultados se souber extrair as informações corretas. Então como sair do foco de um solucionador de problemas, para um setor que consegue enxergar mais adiante, gerar insights sobre os negócios da empresa e prever procedimentos para prevenir ações judiciais?

Pense bem, qual seria o cenário ideal para o seu jurídico:  Continuar apagando incêndios ou conseguir dar atenção para o que realmente pode trazer resultados significativos, como, por exemplo, provisionar corretamente? Dinheiro parado, é dinheiro perdido, o objetivo é redirecionar o montante para investir em melhorias, e essas melhorias precisam ser assertivas.

Para saber quais melhorias adotar, o jurídico deve ser o maior aliado interno da empresa para prestar uma assessoria para todos os setores, identificando os gaps e sugerindo mudanças . Este departamento possui um grande volume de dados valiosos que por muitas vezes não são observados com a devida atenção pelo restante dos setores, e se deixados de lado diminuem a possibilidade de solução. Ele tem o potencial de amparar toda a operação com os devidos cuidados.

E por que é necessário toda essa atenção aos dados?

Para diminuir a quantidade de ações judiciais lá no fim do processo e consequentemente melhorar o resultado da empresa. Analisando seu dados você consegue provisionar melhor e aumentar seus resultados, diminuindo o gap entre o provisionado e a real necessário. Entendendo como os dados podem te ajudar, você conseguirá minimizar o número de ações judiciais destinadas a sua empresa , prevenir novos processos e auxiliar toda a produção, melhorando e refinando a operação e também a experiência do seu consumidor com o seu produto ou serviço.

Sabe por que é importante pensar no seu consumidor?

Porque é ele quem vai julgar o seu produto final e validar a sua marca para o mercado. A consequência do erro em alguma etapa da produção afeta o produto final e esse resultado negativo não acaba só quando o lead deixa de comprar ou utilizar o seu serviço, mas sim quando ele e mais 3 pessoas vão deixar de procurá-lo ou indicá-lo e isso vai gerar prejuízo pra você e descredibilizá-lo.

Pensando em te ajudar, separamos 3 dicas pra você que quer prevenir ações judiciais utilizando os dados que o seu jurídico possui:  

1) ORGANIZE AS INFORMAÇÕES

Um dos problemas do jurídico corporativo é a falta de estruturação e classificação dos ricos dados que ele consegue levantar. Basicamente eles não utilizam os dados para auxiliá-los, além das informações que eles geram para a resolução dos conflitos.

Levante todos os dados do histórico do seu jurídico da sua empresa, estruture estes dados, defina-os em categorias, classifique-os e os padronize em planilhas ou software de gestão (ERP). Este serviço pode ser feito por funcionários do seu departamento ou por um profissional exclusivo, como o Legal Operations.

Tendo todos estes ricos dados mapeados você passa a ter controle dos processos da empresa com mais agilidade e informação e tem maior facilidade para explorar os cenários.

2) INTERAJA COM OUTRAS ÁREAS

Consumidor satisfeito é consumidor promotor. É muito importante saber o que ele pensa e quais são suas críticas e sugestões, interagir com outras áreas, como SAC e ouvidoria lhe dá ferramentas para saber a causa da insatisfação do seu cliente final.

A partir dessa causa, você vai para os seus dados organizados e cruza as informações coletadas dessas áreas junto aos dados do seu jurídico e consegue extrair insights para melhorias.

Tendo essas informações você sabe como utilizar o seu recurso de provisionamento da forma correta e de quebra melhora a experiência do seu consumidor.

3) MONTE UMA ROTINA DE ACOMPANHAMENTO

Depois de achar a causa raiz do problema e gerar possíveis soluções com base no cruzamento dos seus dados, monte uma rotina de acompanhamento dos processos, para que todos os setores onde as melhorias foram aplicadas continuem funcionando “redondinho”.

Desta forma você passa a ter o controle da operação da empresa, acompanhando todo o trabalho dos demais setores, prevendo problemas e apontando melhorias. Isto é inteligência jurídica, deixar de apagar incêndios para gerar economia, aplicando o dinheiro que estaria parado em caixa e valorizando-o assertivamente.

CONCLUSÃO

Um diretor ou gerente jurídico deve ser o cara a frente das operações de uma empresa, pois ele tem em mãos todas as informações e dados para tomar as decisões. Pensando em valorizar o trabalho deste profissional e extrair ainda mais informações destes dados, a Justto possui um conjunto de tecnologias chamado Legal Advanced Analytics, que permite elaborar estratégias muito mais efetivas utilizando o cruzamento e análise minuciosa de dados. O seu jurídico pode ser potencializado para identificar padrões de melhorias e traçar linhas de ação com maiores chances de sucesso.

Assim como não dá para ser um herói sem poderes ou Gadgets, não dá pra tomar a frente das operações e liderá-las sem um manual que te dê todas as ferramentas e lhe economize tempo para pensar no que realmente importa.

Se quiser saber mais sobre como Legal Advanced Analytics pode melhorar a performance da operação da sua empresa e fazer parte da economia de mais de 21 milhões de reais para os nossos clientes fale com um de nossos consultores.


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Alexandre Viola

Alexandre Viola

Alexandre Viola é Fundador da JUSTTO. Especialista em Direito e Economia pela UFRGS e Mestre (LL.M) em Law and Economics pelas Universidades de Bologna, Hamburg e Rotterdam.

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